Thursday, February 19, 2009
WONG KAR WAI - IN THE MOOD FOR LOVE
O andar sensual no vestido justo. Padrão que se confunde nos espaços.
Corte de pescoço alto sufoca e tranca o apetite emocional.
Os encontros. Intersecções repetidas em espaços apertados, escuros e húmidos.
Ritmo lento quando ela vai e ele vem.
Música melancólica dramatizando a expressão de insatisfação nas refeições solitárias.
O cenário como testemunha destes fantasmas que se cruzam. Ambos no sustento do desgosto emocional.
Quem são estas pessoas? Sobras de refeições que perderam?
David
Monday, February 16, 2009
SAM MENDES - REVOLUTIONARY ROAD
No fim do sonho


Numa situação de extremo, antes mesmo de qualquer pedido de auxilio, o confronto arrepiante entre tudo o que nos torna humanos e o derradeiro silêncio da natureza, testemunha, que não age nem julga.
Na sequência mais dramática, entre ilusões e desilusões, talvez a mais bonita imagem de todo o filme.
Sonha ou relembra naquele último suspiro antes de abrir os olhos?
Igualmente bom o trailer (ao som de "Wild is the Wind" de Nina Simone) enriquecido com falas que ganham segundos sentidos.
"Nothing is permanent, right?"
David


Numa situação de extremo, antes mesmo de qualquer pedido de auxilio, o confronto arrepiante entre tudo o que nos torna humanos e o derradeiro silêncio da natureza, testemunha, que não age nem julga.
Na sequência mais dramática, entre ilusões e desilusões, talvez a mais bonita imagem de todo o filme.
Sonha ou relembra naquele último suspiro antes de abrir os olhos?
Igualmente bom o trailer (ao som de "Wild is the Wind" de Nina Simone) enriquecido com falas que ganham segundos sentidos.
"Nothing is permanent, right?"
David
Saturday, February 7, 2009
GUS VAN SANT - GERRY
No fim da estrada
A música indescritivelmente triste, já conhece à partida o desenrolar da história ainda por começar.
O piano num balanço repetitivo, como a paisagem que teima em não mudar.
O violino que sobe e desce as montanhas chora lentamente a demorada viagem pela frente.
O plano aberto, eleva a força esmagadora da natureza perante o pequeno carro que conduzem.
Na ausência de dialogo entre dois amigos, o pressentimento do destino fatalista que os espera.
Com o excerto inicial, a fragilidade na solidão que marca todo o filme.
David
A música indescritivelmente triste, já conhece à partida o desenrolar da história ainda por começar.
O piano num balanço repetitivo, como a paisagem que teima em não mudar.
O violino que sobe e desce as montanhas chora lentamente a demorada viagem pela frente.
O plano aberto, eleva a força esmagadora da natureza perante o pequeno carro que conduzem.
Na ausência de dialogo entre dois amigos, o pressentimento do destino fatalista que os espera.
Com o excerto inicial, a fragilidade na solidão que marca todo o filme.
David
Wednesday, February 4, 2009
KATE MOSS BY MARIO TESTINO
Espelho meu

A diagonal perfeita numa pose aparentemente descontraída.
V sugestivo nas pernas cruzadas com a prancha que foge da imagem.
Desejo na expressão. Ardente no cabelo.
A seta do cotovelo, aponta a matéria de tais anseios.
Na escassez de jóias e adereços, sublinha a sua independência.
Pelo espelho quem observa.
No reflexo do espelho quem a observa.
Calções aos quadrados?
Xadrez é um jogo de triangulações.
David

A diagonal perfeita numa pose aparentemente descontraída.
V sugestivo nas pernas cruzadas com a prancha que foge da imagem.
Desejo na expressão. Ardente no cabelo.
A seta do cotovelo, aponta a matéria de tais anseios.
Na escassez de jóias e adereços, sublinha a sua independência.
Pelo espelho quem observa.
No reflexo do espelho quem a observa.
Calções aos quadrados?
Xadrez é um jogo de triangulações.
David
Monday, February 2, 2009
GUS VAN SANT - LAST DAYS
De volta às raizes - Kurt Cobain

Brincadeiras com uma espingarda.
Vestido de mulher.
Escondido do mundo, o mundo é estranho.
Conversas com fantasmas.
Os fantasmas das crianças.
Buracos no jardim.
Isolamento, indiferença e abandono.
Leite e cereais.
Errático e livre.
Curioso e observador.
Porque razão existem no extremo desprendimento tantas referencias a uma crianca que existiu, existe e está prestes a deixar de existir?
Assustador este filme.
David

Brincadeiras com uma espingarda.
Vestido de mulher.
Escondido do mundo, o mundo é estranho.
Conversas com fantasmas.
Os fantasmas das crianças.
Buracos no jardim.
Isolamento, indiferença e abandono.
Leite e cereais.
Errático e livre.
Curioso e observador.
Porque razão existem no extremo desprendimento tantas referencias a uma crianca que existiu, existe e está prestes a deixar de existir?
Assustador este filme.
David
Subscribe to:
Comments (Atom)